quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As andanças



Olá a todos!
Há tempos não apareço por aqui.
Bom,a todos que possam se interessar,ministrarei um curso no MuNa,Museu de Arte daqui da cidade de Uberlândia.Juntamente com mais dois amigos,trataremos,especificamente,da fotografia na contemporaneidade.Aqueles que possam se interessar entre em contato comigo: anesio.azevedo@gmail.com. Ou pelo telefone: 99398115.

Foto dedicada aos amigos da Lyc e para o amigo Edgar,sem o qual (juntamente ao meu pai) não seria possível ser o que sou.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Unicamp - I



Dentre algumas coisas interessantes que me ocorreram este ano,a viagem à Unicamp foi algo extremamente produtivo.Seja pela apresentação de um trabalho vinculado à minha pesquisa acadêmica,seja para ajudar que algumas coisas,bastante turbulentas que ocorreram recentemente em em minha vida, se assentassem melhor.A oportunidade em fotografar lugares e conhecer pessoas é sempre única e produtiva.Sobretudo a mudança de "ares".Assim como alguns escritores norte-americanos preferiram a Inglaterra aos Estados Unidos, Uberlândia e Ituiutaba já me parecem monótonas demais.A produtividade,as relações,os lugares parecem-me tudo sempre 'chato'.
Enfim,seguindo nesse ritmo,posto aqui uma de meus pensamentos fotografado.
Não a última,espero que seja uma das primeiras vinculadas à essa viagem.

"Sem mais delongas"


Anésio Neto

terça-feira, 8 de setembro de 2009

"É porque já vivi muito que agora posso apreciar tanto todas as coisas.Não acha?"
HEMINGWAY,in: O sol também se levanta


Invinha eu, ontem à tarde,andando rumo à minha casa.Tive um dia ruim,muito ruim mesmo e,até então,não havia sido atormentado por ninguém.Quando mais que de repente,ouvi uma voz gritar do outro lado da rua.Parei,olhei:um amigo.Ele vinha aflito para me encontrar.Cara chato.Pude perceber que ele queria mais é conversar.Falava de algo relacionado ao seu relacionamento com uma moça.Não me lembrava sequer quem era.Até que,de tanto puxar em minha mente,me veio a expressão simpática dela.Moça bonita, e simpática também.Ahh...Lembro-me de que não entendia o porque dela estar com ele!É engraçado como lembramos das pessoas:ou lembramos de algo que nos chama a atenção nela,ou de algo que odiamos com todo furor.
Quando eu pensava que ele iria acabar a conversa,ele puxava mais algum assunto.E sempre assim:"ah...você lembra disso?o que vocÊ achava sobre isso?" ou coisa do tipo:"o que cê pensa sobre sua vida?"

Porra: o maior impropério que alguém pode lançar para uma pessoa.Afinal de contas,o que aquilo irá contar de melhor para aquele que pergunta?Sei que ser sábio é saber a forma correta de fazer alguma pergunta.E,até onde eu tinha por decente,essa era a pior forma de ser irritante.Fazer esse tipo de indagação(ou qualquer tipo:de fato,as pessoas nunca me perguntam coisas interessantes!)é assassinar algo que é seu e que não precisa,necessariamente,vir à tona.Sou meio pudico com essas coisas...Sei lá se essa palavra é a certa!Pro inferno com essa pergunta!

Na hora busquei ter calma.Pensei: "calma,é o fígado!",pois eu já vinha demonstrado certa hostilidade para com qualquer tipo de vida que buscasse rastejar no chão da comunicabilidade.Eu não sou de falar muito.De fato,falo mais comigo e amigos mais intímos:acho que o homem emana sua própria decadência ao escrever ou falar qualquer coisa que pensa - seu pensamento torna-se domínio público.E,trabalhando tanto tempo no serviço público,acredito de todo que o espaço público torna as pessoas mais propensas à arbitrariedade do chamado "status quo".Pro inferno com o "status quo"!

Bom,pensei gentilmente cá com meus botões: "que bobagem!isso não passa de bobagem!".
O que as pessoas te questionam sobre seus próprios pensamentos não passa de besteira!No mais,elas querem mais te afrontar com algum tipo de questionamento só para verem se você pensa como elas.Pensamento egoísta...Ahh se pensamentos matassem!

Disse que não havia vivido o suficiente.Ele compreendeu,ou tentou,sei lá!Da minha parte,sei que somente com uma vida cheia de afrontas,como era aquela pergunta,é que eu podia produzir algo de significativo.Não se fazem bons livros em um dia.Têm-se a ideia,só que quando elas nascem não são boas o suficiente.É preciso amdurecê-las.Degladiá-las umas com as outras.Não sou daqueles que acredita em gênios sem cicatrizes.

Acho que isso foi o suficiente para que ele fosse embora.Acho que isso foi suficiente para me retirar dos meus pensamentos.


Sem mais delongas,

Alcibiades Nihil

e-mail para contatos: alcibiades.nihil@gmail.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Campo Outonal



Photo By Anésio Neto
Tratamento by Kheru

Dedicada ao amigo Raul e à amiga Núbia

sábado, 22 de agosto de 2009

Uma fotografia agradável...



Fotografia tirada por mim no último encontro de Congada em Ituiutaba,dia 10/05/09.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sobre a proposta da arte fotográfica

Quanto mais pensamos em analisar um objeto artístico, menos pensamos ele como um todo. É inerente ao processo de análise esse desdobramento do objeto a ser analisado. A fotografia,a meu ver,é um desse "átomos" imagéticos.Ela dificilmente pode ser reduzida;assim é com qualquer imagem.
Algumas pessoas ainda buscam na fotografia qualquer coisa que as leve para fora da própria foto.Esse processo é algo meramente analítico:enxergar as pertes e nao visualizar o todo composto pelo ato fotográfico:nao é,simplesmente,um momento congelado!É sim uma realidade que se inicia e traz consigo o corpo do referente,morto.É a forma de arte que mais considero ambígua e enigmática(o cinema é da mesma laia).Nao é pra menos:ela torna ambígua a nossa própria nocao de realidade evidente,"nua e crua".

Dedicado à Gabriela Ribeiro

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Entardecer



by Rogério "Kheru"

Data - 02/08/09

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Revisitando Charles Bukowski - I


Ao falar de literatura ‘beatnik’ – movimento artístico de contracultura iniciado nos EUA após o fim da Segunda Grande Guerra, o qual subscrevia um estilo de vida oposto ao “american way of life” – muitas pessoas cometem o pequeno erro de associar ao movimento o nome de Charles Bukowski. Digo “erro” pelo fato de que o próprio autor negou diversas vezes, seja em entrevistas, seja pela voz de seu alter ego Henry “Hank” Chinaski, qualquer semelhança com Jack Kerouac, William Burroughs – o qual o velho Hank detestava – e Allan Ginsberg. Basta abrir O uivo e outro poemas, livro de Ginsberg, que já sacamos logo de cara uma das características do movimento: a experimentação literária, a qual também era realizada sob efeito de entorpecentes.
Discussões de movimentos à parte, essa pequena introdução tem o intuito de apenas ressaltar a importância da escrita literária de contracultura nos Estados Unidos. Não só um movimento fundado em porres monumentais, essa ‘reviravolta’ lançou mão de escritores e críticos literários que até então não eram tão respeitados nas universidades estadunidenses, fato esse que contribuiu para o respeito que ia se formando para com aqueles escritores.
Ainda vivo, Bukowski alcançou muito prestígio com seus contos e poemas que retratavam da vida marginalizada e difícil de grande parcela dos esquecidos pelo “modo de vida americano”. Grande parte do dinheiro que arrumava para bebidas provinha de leituras feitas nessas universidades. O fato é que, na medida em que ficcionalizava sua própria vida, desde seus empregos de curta duração, até mesmo á conturbada vida pessoal regada a muito uísque e sexo com mulheres de todos os lados do país, Bukowski ia construindo um estilo próprio, cheio de pensamentos sinceros sobre a vida, e arranjando um lugar para seu nome.
Ler seus livros, em minha opinião, é um grande desafio, não pelo seu estilo, haja vista que a utilização de períodos curtos e diretos torna a leitura muito gostosa e clara. Mas, acredito que as pessoas, num primeiro olhar, taxa muito facilmente seus escritos de “sem escrúpulos” e não possuidor de um “estilo louvável”. A dificuldade em resgatar ouro em superfícies turvas é grande. Para isso, é-nos necessário ir mais fundo, principalmente ao ler seus escritos. O pensamento se envolve por uma película de verdade, visto sob os olhos de quem os forjou no âmago de cada partícula de existência. A vida pulsa em seus escritos.
Pretendo, pois, fazer uma resenha de três filmes que buscaram levar às telas sua vida e seu olhar intenso sobre a vida. O primeiro, cujo roteiro é da autoria de Bukowski, é de 1987 “Barfly”. O segundo, de 2005, mas que só chegou aos cinemas brasileiros em 2006: “Factotum”, baseado em seu romance de mesmo nome. O terceiro, de 1981: “Crônicas de um amor louco”. Espero, assim, resgatar a essência dos escritos transcritos nos filmes.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um fato curioso

Um fato curioso


Um fato curioso, como muitos em meu dia-a-dia, chamou minha atenção tempos atrás. Em seu segundo ano, o 2º Concurso de Fotografia da Faculdade do Triângulo Mineiro, a FTM, obteve uma fotografia vencedora. Com o tema “História da Nossa Terra”, o intuito, bastante significativo por sinal, era de que os participantes lançassem um olhar mais histórico sobre a nossa Ituiutaba. Ponto positivo, haja vista que a intervenção dos participantes em sua terra natal nos mostrou uma cidade cujos maiores locais de destaque passam despercebidos pelos olhares que se dividem entre os carros que cruzam afoitos o trânsito, e o relógio que coordena, com disciplina militar, o andado por entre as ruas principais da cidade.
Com o total de 27 fotos inscritas (pequena quantidade para uma cidade a qual possui alguns milhares de habitantes) o concurso teve como foto ganhadora uma duvidosa fotografia... Quem teve a oportunidade em vê-la, logo percebe uma coisa: a casa representada é aquele casarão que todo mundo nota ao passar pelo cruzamento da 26 com a av. 15:



De fato, a casa evidencia os tempos idos, seja por sua arquitetura, seja pelas histórias que ouvimos quando pequenos daquele mesmo lugar. Isso é o sinal de que a história anda de mãos dadas com nossas vidas, só que não a notamos tão evidente. Para que essa [a história] se torne evidente principalmente em uma fotografia acredito que não basta o amarelado do papel, ou muito menos captar uma edificação antiga: antes de tudo é preciso o olhar.
Ao dizer isso, não quero parecer um velho rabugento que só reclama da vida– ao contrário, quero olhares que me dêem coisas novas ao que pensar! Nada mais coerente, não é mesmo? Além do mais, pensar é a melhor forma de prevenir o Alzheimer, sabiam? E, na minha rabugice de velho, creio que aquela não era a melhor foto para me pôr diante do meu passado vivido em Ituiutaba, muito menos uma fonte para me prevenir do Alzheimer... Conquanto que fosse melhor fotometrada (observada a condição da luz no momento em que se tirou a foto) e tido um enquadramento mais digno (resultado de horas pensando em qual melhor meio para tirar a foto), eu poderia achá-la interessante...
Mais um devaneio – a fotografia, sobretudo hoje, não é apenas fazer “clique!” no disparador. Não é, da mesma forma, puramente um registro histórico de uma determinada época. Basta olhar para as fotografias de Sebastião Salgado, Steve Mccurry, Cartier-Bresson, Eugene Smith, Araquém Alcântara etc. que logo percebemos a realidade da própria foto, ou seja, elas possuem algo que nos atrai, que nos chama a atenção e sensibiliza. E isso não está naquilo que ela representa, mas está no modo como lançamos os nossos olhares para o objeto de nossa atenção – o mundo! Essa é a condição que coloca em contato todos os homens ao olharem uma fotografia com a de Steve Mccurry de uma refugiada afegã tirada em 1985:





A foto, de autoria Steve McCurry, foi feita com um Kodachrome








Mas é óbvio: minha crítica não deve ser entendida contra a pessoa do fotográfo, longe disso. Ou melhor, deve-se voltar para a banca examinadora. Pressuponho que essa [a banca] tenha sido composta no mínimo por especialistas no que estão julgando: quem melhor do que um médico para julgar os erros ou acertos de um colega de profissão?
Deixando a rabugice de lado, gostaria de fazer valer alguma fotografia que passou despercebida:


Sinceramente, essa me deixou (e a todos que mostrei) sem palavras... A imagem parece falar mais do que mil julgamentos. Por ser um apaixonado por retratos, gostei muito da fotografia com o título: “Pedrão, um memorial ituiutabano”. E teve algumas mais que, em minha opinião, devessem ser mais bem analisadas sem o peso de estamparem o GuiaSei. No entanto, como o concurso já passou, essas minhas palavras passarão sem o menor alvoroço, como a uma folha que se deixa levar pela brisa da manhã. O que espero, pois, é que a fotografia seja levada mais a sério. Não como um simples meio de representar ‘velhos’ patrimônios públicos esquecidos, mas que faça mais que isso: que nos leve a repensar a trivialidade de nosso de dia-a-dia (e, consequentemente, a prevenir o Alzheimer!).

Sem mais delongas,

Alcibíades Nihil.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Debulhar o sorgo...




Uma fotografia paras as férias...

Ouvindo: Agalloch - Hallways of Enchanted Ebony