terça-feira, 18 de maio de 2010

Relembrando um fato curioso

Olá a todos!
Mais um ano do Concurso de Fotografias da FTM!
Que tal aquele antigo texto do Alcibíades para relembrarmos o "fiasco" que foi o concurso no ano passado?

Boa leitura!

Um fato curioso


Um fato curioso, como muitos em meu dia-a-dia, chamou minha atenção tempos atrás. Em seu segundo ano, o 2º Concurso de Fotografia da Faculdade do Triângulo Mineiro, a FTM, obteve uma fotografia vencedora. Com o tema “História da Nossa Terra”, o intuito, bastante significativo por sinal, era de que os participantes lançassem um olhar mais histórico sobre a nossa Ituiutaba. Ponto positivo, haja vista que a intervenção dos participantes em sua terra natal nos mostrou uma cidade cujos maiores locais de destaque passam despercebidos pelos olhares que se dividem entre os carros que cruzam afoitos o trânsito, e o relógio que coordena, com disciplina militar, o andado por entre as ruas principais da cidade.
Com o total de 27 fotos inscritas (pequena quantidade para uma cidade a qual possui alguns milhares de habitantes) o concurso teve como foto ganhadora uma duvidosa fotografia... Quem teve a oportunidade em vê-la, logo percebe uma coisa: a casa representada é aquele casarão que todo mundo nota ao passar pelo cruzamento da 26 com a av. 15:




De fato, a casa evidencia os tempos idos, seja por sua arquitetura, seja pelas histórias que ouvimos quando pequenos daquele mesmo lugar. Isso é o sinal de que a história anda de mãos dadas com nossas vidas, só que não a notamos tão evidente. Para que essa [a história] se torne evidente principalmente em uma fotografia acredito que não basta o amarelado do papel, ou muito menos captar uma edificação antiga: antes de tudo é preciso o olhar.
Ao dizer isso, não quero parecer um velho rabugento que só reclama da vida– ao contrário, quero olhares que me dêem coisas novas ao que pensar! Nada mais coerente, não é mesmo? Além do mais, pensar é a melhor forma de prevenir o Alzheimer, sabiam? E, na minha rabugice de velho, creio que aquela não era a melhor foto para me pôr diante do meu passado vivido em Ituiutaba, muito menos uma fonte para me prevenir do Alzheimer... Conquanto que fosse melhor fotometrada (observada a condição da luz no momento em que se tirou a foto) e tido um enquadramento mais digno (resultado de horas pensando em qual melhor meio para tirar a foto), eu poderia achá-la interessante...
Mais um devaneio – a fotografia, sobretudo hoje, não é apenas fazer “clique!” no disparador. Não é, da mesma forma, puramente um registro histórico de uma determinada época. Basta olhar para as fotografias de Sebastião Salgado, Steve Mccurry, Cartier-Bresson, Eugene Smith, Araquém Alcântara etc. que logo percebemos a realidade da própria foto, ou seja, elas possuem algo que nos atrai, que nos chama a atenção e sensibiliza. E isso não está naquilo que ela representa, mas está no modo como lançamos os nossos olhares para o objeto de nossa atenção – o mundo! Essa é a condição que coloca em contato todos os homens ao olharem uma fotografia com a de Steve Mccurry de uma refugiada afegã tirada em 1985:





A foto, de autoria Steve McCurry, foi feita com um Kodachrome



Mas é óbvio: minha crítica não deve ser entendida contra a pessoa do fotográfo, longe disso. Ou melhor, deve-se voltar para a banca examinadora. Pressuponho que essa [a banca] tenha sido composta no mínimo por especialistas no que estão julgando: quem melhor do que um médico para julgar os erros ou acertos de um colega de profissão?
Deixando a rabugice de lado, gostaria de fazer valer alguma fotografia que passou despercebida:



Sinceramente, essa me deixou (e a todos que mostrei) sem palavras... A imagem parece falar mais do que mil julgamentos. Por ser um apaixonado por retratos, gostei muito da fotografia com o título: “Pedrão, um memorial ituiutabano”. E teve algumas mais que, em minha opinião, devessem ser mais bem analisadas sem o peso de estamparem o GuiaSei. No entanto, como o concurso já passou, essas minhas palavras passarão sem o menor alvoroço, como a uma folha que se deixa levar pela brisa da manhã. O que espero, pois, é que a fotografia seja levada mais a sério. Não como um simples meio de representar ‘velhos’ patrimônios públicos esquecidos, mas que faça mais que isso: que nos leve a repensar a trivialidade de nosso de dia-a-dia (e, consequentemente, a prevenir o Alzheimer!).

Sem mais delongas,

Alcibíades Nihil.

e-mail do Autor: alcibiades.nihil@gmail.com

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Meu mundo obstáculo I



A fotografia abstrata - ou aquela que prescinde de um real, selecionando seus aspectos pertinentes sem imitá-lo "fielmente" - me interessa.Muito mesmo.Ao menos me parece que nesse tipo de fotografia não é necessário um referente fixo - rígido.Vou me explicar:não há a necessidade de um nome que identifique aquilo que é representado, ali na fotografia.E isso representa muito o que sou,uma vez que não tenho facilidade em referir-me ao mundo.Muitas das vezes ele se apresenta como um obstáculo à comunicação,uma vez que: o que é a linguagem senão a capacidade de se referir a um mundo pronto e acabado?
É contra essa arbitrariedade que esse "ensaio" se destina.Sem mais palavras,eis a imagem,ai,logo acima.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lycanthropy 2010

Olá a todos!Posto aqui algumas das últimas fotos tiradas da banda Lycanthropy para seu novo EP,que está sendo gravado no Edilson's Studio,em Ituiutaba.As fotos foram tiradas em um dos meu locais prediletos,a antiga fábrica de óleo da Fazendeira,naquela mesma cidade.
As fotos foram feitas enquanto a banda estava com os 4 integrantes.No entanto,dias após a realização das mesmas,fiquei sabendo que o batera,Sidney,havia deixado a banda devido a incompatibilidade de interesses.
Agora,espero que a banda continue o percurso que há algum tempo vem trilhando.Coisa difícil,uma vez que não é fácil produzir música de qualidade em um país como o nosso.Pois, estando à margem do grande lixo produzido pela mídia,o espaço no qual buscam construir uma identidade é bem pequeno,não obstante,o que não deixa de ser promissor.Esses garotos colocam todo sangue e suor em sua música.Sou fã assumido da banda e espero que continuem nos deixando atordoado com suas músicas bem feitas,vivas e destruidoras!

Forte abraço






domingo, 7 de março de 2010

Da importância e 'desvantagem' da escrita

Normalmente não consigo manter uma idéia na cabeça, me desconfortam. Acredito que é por isso que escrevo. Bom, ao menos tento. E de tanto tentar, coloquei na berlinda o que faço – há algum tempo venho refletindo acerca da importância da escrita. Os antigos diziam que a escrita é a ausência daquele que emana o discurso, e por isso deve ser desconfiante. Pode ser que eles estavam certos, mas de uma coisa bem sei que eles não falavam sério: ao menos eles já se foram, e isso torna as coisas mais livres – podemos falar à vontade! Frederico e seu ‘eu’ foi-nos influenciável, e a escrita virou uma experiência cosmopolita. Bem feito...

Sem mais delongas,

Alcibíades Nihil

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Fotó-férias II



Foto-férias

Algumas imagens valem mais do que 1000 férias à beira de um ataque de nervos!
Tempo bom,no entanto cheio de tribulações.Só que consegui criar,e muito...Espero que gostem do resultado.










quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Resenha crítica - Raul Maciel

Resenha escrita pelo amigo Raul Maciel para a última foto aqui postada.
Agradeço muitíssimo pelos comentários competentes e sinceros.


"Quem quiser dar uma olhada nessa Foto tirada pelo Anésio, amigo que estuda Filosofia na UFU e há algum tempo pratica fotografia tendo tirado fotos cada vez mais interessantes.

O galpão tem um clima denso… os feixes, tijolos e toda a estrutura contribuem muito, mas que beleza de ambiente! Acho que existe algo nele que está para além de seus elementos isolados… e coisas óbvias como os feixes de luz. Acho que esse lugar deve ter uma alma, algo assim… É, aco que tem. Dá pra viajar um tempo nesse lugar imaginário.

Pessoalmente, gostei muito do uso dos tons escuros e dos pretos puros à esquerda do quadro. Pode ter a ver com alguma deficiência da amplitude de captação de luz da câmera ou uma opção mesmo do fotógrafo, não sei… mas gosto bastante do efeito.

O momento da luz e a fotometria também parecem ter contribuído bastante para a constituição do volume dos elementos na foto. Acho que há uma consciência na construção do quadro, suas linhas e vetores. A opção pela grande-angular também caiu bem para tudo isso.

Ainda assim, poderia fazer um comentário crítico sobre a escolha da altura da câmera. Posso estar enganado, mas imagino que, se tivesse feito a foto de uma altura mais baixa poderia ter aproveitado melhor a perspectiva do piso, da fileira de tijolos assim como desses feixes de madeira à direita.

Divagando, esse é um ponto que pesa também nas escolhas que devem ser feitas no momento de se montar o set-up ao fazer Cinema. Muitas vezes um pequeno deslocamento da altura da câmera pode acentuar a noção de perspectiva ou contribuir para o achatamento da profundidade. Não existe certo ou errado nesse caso… então, fica apenas uma idéia aí para essa foto… uma possibilidade. Mas em síntese, minha crítica recairia mais sobre a opção no momento de se fechar o quadro.

A altura da câmera é uma coisa com a qual me preocupo tanto quando faço algo quanto quando observo. Acredito que vai muito além de ser plongée ou contra… É uma questão de centímetros, senão milímetros… Ainda assim, para muitas pessoas é uma opção que pode ser apenas intuitiva… mas que para mim não é algo tão natural… ou seja, não consigo obter os efeitos que desejo deixando a intuição sozinha decidir a altura da câmera.

Então preciso realmente estudar e tomar uma opção pensada em relação a isso… e, como disse, é um ponto sutil, que pode ser relegado a um segundo plano no momento de se fechar um set-up, mas que, na minha opinião, pode trazer diferenças enormes nos efeitos e sensações obtidos. Bem, por isso interesse e a preocupação com a altura da câmera. Quem sabe, estudando e analisando muito, um dia possa trabalhar com isso de forma intuitiva e encontrar novos efeitos, uma outra sensibilidade.

Créditos da foto: Anésio Neto - http://estranhapoiesis.blogspot.com/

Tagged: foto anésio

Posted on February 17, 2010"

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sobre o 'eu'!

Faço questão de colocar aqui um breve perfil sobre mim:

Iniciei cedo minha vida na leitura,fato esse que contribuiu para o desenvolvimento precoce da escrita.Até hoje tento produzir algo decente,prescindindo da vivência e transformando-a em um pouco de existência metafórica para aqueles que gostam de histórias.
Onde cresci
Ituiutaba
Lugares onde morei
Capinópolis,Cachoeira Dourada,Uberlândia,Belo Horizonte
Empresas onde trabalhei
Comarca de Ituiutaba
Escolas onde estudei
Marden; João Pinheiro
Fonte:http://www.google.com/profiles/alcibiadesnihil69

e-mail: alcibiades.nihil@gmail.com

Sem mais delongas,

Alcibiades Nihil

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010